Por Ricardo Nunes Borga

É praticamente uma unanimidade que praticar esportes é essencial se pensamos em manter uma vida saudável com menos estress. Toda a nossa sociedade aceita essa afirmação. Mesmo assim, nem sempre temos a consciência que, além disso, ela é um fator muito importante para a ressocialização de pessoas que se encontram à margem da sociedade.


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Por esse motivo, a prática esportiva é vista hoje, mais do que nunca, como um dos principais processos no sucesso em busca da inclusão social, com o desenvolvimento físico e motor, e identificando responsabilidade, autoconfiança e integração com o trabalho em grupo.

Na atualidade, esportes como o vôlei, o basquete, o boxe, o atletismo, o skate, o surf e o tênis, entre outros, vêm marcando presença no papel da reintegração social.

Cada vez mais, atletas de várias modalidades esportivas vêm se dedicando com projetos sociais que visam principalmente o resgate de jovens abandonados pela sociedade. Eles merecem todo o nosso respeito e aplausos, mas não pode ficar só nisso.

É muito importante a participação efetiva de todos nós, pois só assim o conceito vai se popularizar. Vamos aproveitar a oportunidade das mídias sociais e espalhar esta notícia, e contribuir para a inclusão social.

“… Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. (Paulo Freire)
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 Mesmo não tendo estatísticas confiáveis sobre inclusão social no Brasil, não é difícil afirmar quase que com certeza, que o esporte é, de longe, o principal e mais importante fator de inclusão social, nestes quase 120 anos de vida republicana.

Num primeiro momento tínhamos apenas no futebol essa poderosa ferramenta, mas, aos poucos, para nossa sorte, ela foi incrementada para o boxe, o vôlei, o basquete, o atletismo e, mais recentemente, para atividades esportivas menos conhecidas do grande público, como, por exemplo, o surfe e o skate, dentre outras modalidades.

Não podemos esquecer o papel de outras atividades como as artes, principalmente a música, o artesanato, o cinema e as festividades populares que também fazem parte desse contexto.
Sem dados ou estimativas confiáveis, é impossível afirmar, ou prever, por exemplo, quantos brasileiros que se encontravam na faixa mais pobre da população foram beneficiados por essas atividades no passado mas, com certeza, podemos garantir que chegam aos milhares, quem sabe milhões.

Infelizmente, porém, só a prática dessas atividades não é suficiente para formar um cidadão e é muito importante na formação desse alicerce, a educação, sobretudo a primária e a de grau médio.
Quando, a uma criança, é dada a oportunidade de sair das ruas das ruas das periferias das grandes cidades brasileiras, para se tornar um atleta, músico ou artesão, é esquecido pela sociedade, em geral, de dar o passo seguinte, fundamental à sua completa inclusão social, e à de sua família, que é a educação de boa qualidade.
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Sem ter tido acesso a uma boa educação e após sua rápida trajetória de atleta, reinicia-se o ciclo vicioso da carência social.

Se houvesse uma educação básica de qualidade, a reversão da inclusão social não aconteceria, porque tanto o atleta quanto os demais membros de sua família encontrariam empregos no mercado de trabalho.

É preciso, porém, que o governo, em todos os seus níveis, tenha uma política pública voltada para o esporte com educação e se esforce para garantir um processo básico de qualidade, e voltado para o mercado, para todos os brasileiros.

Constatamos que só assim poderemos conquistar a inclusão social permanente por meio do acesso a empregos qualificados e bem-remunerados, disponíveis no mercado de trabalho.

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